Fabiana Ribeiro é a responsável pela coordenação e implantação de programas de desenvolvimento de líderes na DuPont do Brasil.
Um dos programas é voltado para a preparação de contribuidores individuais, para futuras posições, de liderança de pessoas ou processos.
Em 2011, para complementar a formação deste público, foi introduzido o simulador Topaz, que é a base do Global Management Challenge. Foi uma experiência inovadora que envolveu, além dos funcionários do Brasil, funcionários das unidades da Argentina, Chile e México, num total de 90 pessoas.
Após a conclusão da primeira turma, ela nos concedeu a entrevista abaixo, falando dessa experiência:
Por que a DuPont decidiu introduzir o Topaz em seu programa de formação de líderes?
A DuPont tem como premissa, para o desenvolvimento de pessoas, trabalhar na pirâmide invertida 70-20-10, onde 70% do desenvolvimento das pessoas se dá por meio de atividades no dia a dia.
No programa de desenvolvimento de líderes que introduzimos o Topaz, tinhamos em mente a necessidade de ampliar a visão destes contribuidores individuais. Queríamos que este público estivesse mais preparado para analisar os impactos de uma decisão dentro da organização, além de poder oferecer um ambiente onde ELE seria o líder. Um simulador de gestão nos pareceu a melhor solução para que este público tivesse uma experiência real.
Como os participantes reagiram à experiência da simulação? Quais foram os principais aprendizados?
Primeiro foi um choque! Estes contribuidores individuais teriam que ler uma material de 70 páginas para entenderem o contexto da empresa virtual e então, em 1 semana, tomarem uma primeira decisão. Depois desta primeira decisão tomada, puderam começar a entender que nem sempre temos 100% de informação e isto deu uma perspectiva da vida real de um líder, onde ele tem que contar com os membros do seu time para entregar os resultados. Outro ponto super interessante, foi expô-los a áreas em que eles não tinham nenhum conhecimento, por exemplo, profissionais das área de Produção tendo que tomar decisões que envolviam Finanças ou Marketing.
Qual a diferencial que o aprendizado prático da simulação proporciona no amadurecimento dos jovens líderes?
No caso do Topaz é a possibilidade de ampliar a visão holística do profissional, entendendo que decisões tem impactos em várias áreas da organização.
Você teve contato com os participantes do Global Management Challenge na Final Nacional de 2010. Como este contato influenciou sua decisão de incluir a simulação como ferramenta de desenvolvimento do seu público interno?
Conversei com diversos participantes e observei o quanto eles estavam ansiosos para o resultado final. Todos eles eram unânimes em dizer que esta experiência eles jamais teriam condições de ter em um mundo real. Nenhum estágio proporcionaria, em tão pouco tempo, o aprendizado que tiveram. Além disso, observei também a qualidade de formação deste jogadores, que estavam ali para ampliar seus conhecimentos.
Na sua opinião, qual o mérito do GMC na formação em gestão dos jovens brasileiros?
O entendimento das diversas áreas dentro de uma organização. Saberem que todas as decisões tomadas levam a consequências, que podem ser boas ou ruins, mas que são decisões tomadas levando em conta um contexto, e que a chave do sucesso está na sua capacidade de reavaliá-las, integrando visões de outras áreas. Ao mesmo tempo em que se tem uma estratégia definida, se tem também a flexibilidade para corrigir aquilo que se precisa.
Que conselho você daria para um jovem que esteja no começo da carreira e deseje ter sucesso?
Que busquem oportunidades de aprendizagem e participem de simuladores de gestão, que darão a visão ampla de uma organização e que privilegiem a diversidade de formações como um ingrediente importante de inovaçao.